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Juvenil ou Varonil?

Retirado do Noticiário do Exército n.º 9352, de 04 de fevereiro de 1998

Juvenil ou varonil ? Esta é a dúvida que todo ano surge acerca da letra do Hino à Bandeira, haja vista circularem versões contendo as duas expressões.

Em face do problema, foi empreendida uma pesquisa junto à Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, ao Centro de Documentação do Exército e à própria biblioteca do Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEX).

O Hino à Bandeira surgiu de um pedido feito pelo Prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos, ao poeta Olavo Bilac para que compusesse um poema em homenagem à Bandeira, encarregando o professor Francisco Braga, da Escola Nacional de Música, de criar uma melodia apropriada à letra. Em 1906, o hino foi adotado pela prefeitura, passando, desde então, a ser cantado em todas as escolas do Rio de Janeiro. Aos poucos, sua execução estendeu-se às corporações militares e às demais unidades da Federação, transformando-se, extra-oficialmente, no Hino à Bandeira Nacional, conhecido de todos os brasileiros.

O Boletim do 1º Trimestre de 1906 da Intendência Municipal, publicado pela Diretoria Geral de Polícia Administrativa, Arquivo e Estatística, da Prefeitura do Rio de Janeiro, apresenta a letra e a partitura do Hino à Bandeira, como resultado das gestões de Francisco Pereira Passos. Nessa publicação — a mais antiga dentre as levantadas — aparece a palavra juvenil.

A 2ª edição do livro "A Bandeira do Brasil", de Raimundo Olavo Coimbra, publicada em 1979 pelo IBGE, em sua página 505, publica o hino com a palavra juvenil no estribilho.

Não existe nenhum ato oficial do governo federal adotando ou modificando a letra do Hino à Bandeira.

Diante do acima exposto, o CCOMSEX decidiu publicar no NE a versão do Hino à Bandeira que contém a palavra juvenil no estribilho, uma vez que assim consta na publicação mais antiga do hino que se tem notícia e considerando, ainda, a inexistência de qualquer ato oficial do governo federal acerca do assunto. Levou-se em consideração, finalmente, a participação de organizações militares (OM) nas cerimônias de culto à Bandeira em praças públicas. Esses eventos, mediante incentivo de nossas OM, vêm contando com presença significativa de estabelecimentos de ensino civis, onde vigora a versão do hino com a expressão juvenil no estribilho, havendo, portanto, a necessidade de uniformizar o canto do Hino à Bandeira entre civis e militares.

Mais detalhes sobre o Hino à Bandeira podem ser encontrados nas seguintes publicações:

- Enciclopédia de Educação Moral, Cívica e Política, de Douglas Michalany e Ciro de Moura Ramos, Editora Michalany, ano de 1973; e

- História de Nossos Hinos, de Décio Leal Pereira de Souza, Biblioteca Nacional, ano de 1991.